zora


– eu odeio aquele inferno. eu odeio carregar tudo nas costas. eu odeio viver.
falava a voz distante da menina presa e perdida no corpo da mulher…
o desespero sangrava pelos olhos assim como lágrimas sangravam em tua alma. estava perdida e arrebentada pela faca cravada em teu pulso. era como se a criança esquecida tivesse cansada de ser esquecida e a fizesse voltar a ter seis anos.
– eu não aguento mais… eu quero ver meu avô.
exclamava para os ventos como se esperasse uma resposta que ela sabia que jamais teria.

a menina reinava em sonhos destruídos.

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