dois segundos


sexta-feira negra, do sangue, do ódio, do vinho derramado no chão.
dos livros que queimam histórias, momentos e segredos na varanda.
sexta-feira negra, em que a lua se esconde e o boêmio declama vontades.
o liberto da carne que arde em tiros penetrando a carne frágil que necrosa os sentidos.

o diminutivo do eterno é o momento presente e o reflexo do passado no espelho distânte.
palavras soltas no ar que constroem a melodia e a sinfônia arquitetônica presente.
os sons que desabrocham como flores primaveris nas auroras dos gelos polares.
o magnetismo que transforma opostos em um só como as luzes que se fundem no alvorecer.
os holofotes subterrâneos da estação do metrô percorrendo os caminhos da cidade sem fim.

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