véspera


sinto um medo descomunal.
um medo, tal qual não compreendo sua extensão.
queria poder não sair de casa.
queria poder não mais falar.
queria poder simplesmente deixar de existir.
é como se bombas estivessem derrubando as muralhas do meu castelo.
muralhas que não suportarão tanta dor.
é como se o mundo tivesse perdendo a vida.
o escuro é constante.
e as sombras dilacerantes.
o sol se escondeu e consigo levaste o brilho de meus olhos.
as músicas perderam os rítimos.
as letras perderam a ordem.
as páginas se saltaram do velho livro empoeirado…
corações pararam de bater.

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