sobre a falta daquilo que nunca teve


hoje olho para a rua e sinto falta daquele cachorro de olhos castanhos que perambulava sem rumo.
aquele cachorro era a metáfora de uma vida.
foi o amor que perdi.
o filho que não tive.
o amigo que nunca confidenciei.
era como se tudo isso fosse vazio e fantasma.
era como se o cachorro fosse um pedaço de mim que eu não conhecia.
… faltam pedaços de mim que eu sinto falta… mas que só saberei disso, quando realmente perder.
real e cruel.

em memória do cachorro que não mais perambula pela rua, mas do qual ainda se ouve o andar de patas.

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