ontem, hoje e amanhã, um só coração


ontem
eu estava lá.
parado sob a chuva, sentado na varanda olhando o sol sumir.
com um cigarro na mão e o pensamento distante, eu era um indigente sombrio e silencioso.
sentindo o frio congelar minha pele, assim como sentia o ódio queimar meu coração, eu era irreal.
uma mancha na história e na vida de muitas pessoas…
eu era silêncio, e assim o fiz.
eu era segredos, e assim sumi.

hoje

já não era sem tempo.
uma hora eu teria que descobrir essa verdade que tanto me aflige e me traz dor.
já não era sem tempo…
talvez  hoje eu espere que o dia seja diferente de ontem.
mais cheio, mais belo, mais vivo.
mas,  infelizmente, a única certeza que tenho, é de quê o dia irá passar.
e por mais alegre, ou mesmo triste, que este possa ser, ele vai acabar e com ele a noite e a escuridão hão de voltar a reinar.

amanhã
matar a saudade.
se perguntar em meio à uma icógnita.
escrever uma história que não deveria ser escrita, e mesmo que o faça, jamais deveria ser lida.
a noite, que com a lua, promete surpresas e possíveis finais felizes.
os amigos que se amam e a solidão que me afligem irão ser passado.
apenas, e somente, durante uns momentos, toda dor irá sessar, assim espero…

há mais esperanças e incertezas do que há terra sob meus pés.

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