a manhã em que o sol não nasceu


eu esperei mais.
eu esperei demais.
eu usei do mais real significado de esperar: ter esperança.
por diversas vezes infundadas ou irreais, mas esperanças.
alicerces que me mantiveram alí.
firme e vivo.

é novamente manhã, e eu acordo em silêncio depois de uma noite mais que desgastante.
foi o descarregar de energias, foi o desafabo maior.
foram as lágrimas escondidas que simplesmente preciptaram dos meus olhos sofridos sem que eu pudesse controlar.
olho em volta e simplesmente vejo o vazio.
o quartos vazios e silênciosos, abafados pelo grito que eu tentei dar.
as janelas fechadas, impedindo que por elas entre raios de sol.
o telefone que insiste em não tocar, e eu, que simplesmente só consigo ouvir meu próprio choro.
é novamente manhã, e eu estou aqui, perdido, sentado numa cadeira em frente à uma tela de computador tentando escrever e desabafar todos os sentimentos que não consigo desabafar.

meu maior desejo agora? abrir a porta e correr pela rua, sem rumo, e sem olhar pra trás.

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