“moon spilling in, and I wake up alone”


tão perto e tão longe…
jamais imaginei um dia, te olhar de longe, com os olhos marejados, esperando que você não veja o fracasso que me tornei, escondido atrás dessa pilastra.
jamais imaginei um dia, te ver e não ter coragem de falar contigo, com medo do que pode acontecer ou do quanto eu posso sofrer.
jamais imaginei um dia contar os passos até você e simplesmente fazer o trajeto contrário, imaginando seu sorriso metálico refletindo a luz do sol.
… pego aquele velho diário amassado e bagunçado guardado no armário, com meus garranchos nele impressos e noto que seu nome é quase que presença diária.
noto que nos dias em que eu relatava te encontrar eu conseguia ser feliz e isso pode-se notar até mesmo pela letra, hora mais bela, por querer caprichar em sua homenagem, hora mais garranchuda, por estar emocionado e me deixar levar, mas, por mais que a letra mudasse, uma coisa presente em todos os dias que eu estava contigo era a felicidade que eu conseguia expressar…
fecho o diário e escrevo este post, imaginando como estaríamos hoje se nada daquilo tivesse acontecido.
imagino porquê eu não consigo mais ver quem eu era naquelas letras e não consigo mais ver quem você era nas descrições que meu eu apaixonado fazia.
será que nos perdemos de verdade ou será que só não queremos enxergar e dar o braço à torçer?

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