você e eu


carnes que se cortam como o vento,
o brilho cintilante das lâminas,
dedeos que perfuram sentimentos,
e horizontes que se fecham nas janelas.

se éramos amantes secretos,
hoje descobertos pela noite,
perdemos contato e olhos,
somos meros cegos errantes.

o véu que cobria nosso segredo,
hoje cobre meu corpo inerte.
e a lágrima que escorria pela face,
hoje, seca em lábios brancos.

somos coração parado.
somos porta trancada.
se antes éramos vida,
hoje, caixão fechado.

o sorriso que se escondia entre cílios,
era verdade de nossos corações.
e entre rostos perdidos na multidão,
era só o seu que eu via.

se éramos “nós”,
hoje somos eu, você e ele.
se éramos dois,
hoje somos nenhum.

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