meu corpo é minha prisão


me vejo no espelho, mas não posso me tocar.
será que o que vejo é real?
ou será que estou preso nesse corpo fetal?
tão limitado.
tão mesquinho como uma cobra cega.
it´s time to free myself.
preciso sair daqui.
abandonar a carne podre e fétida e jogá-la na lixeira mais próxima.
perder matéria.
perder minha forma.
sair dessa prisão que tanto me limita.
perder meus limites.
me trocar por algo surreal. irreal. paranormal.
sou como uma borboleta presa no casulo.
esperando uma hora pra sair que nunca chega.
esperando não cair no infinito…
filhote de um casulo decomposto.
erva daninha que destrói os lírios, violetas e rosas ensaguentadas.
um jardim de corpos deteriorados e não reconhecidos.
tão indigentes quanto eu, matéria vazia.
e nesse jardim nem tristeza mais floresce.
e se não há tristeza não me resta nada.

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2 comentários sobre “meu corpo é minha prisão

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