me levou prum cantinho e disse morde [1]


era menina, perdida, desastrada e sozinha,
vivia chorando pelos cantos em função das pancadas que a vida me dava,
mas uma hora, agente resolve mudar e seguir.

tentei achar vários caminhos, mas perdida, não encontrei,
tentei viver sob a luz do sol, mas como vampira, me queimei,
até que achei a noite e decidi fazer da vida, minha vida.

me entreguei ao caminho sem volta das esquinas,
embonecada como uma mulher, parecia perdida,
até que ele apareceu…

chegou todo pinta, cheio de dinheiro no bolso, tirando minha cinta.
olho azul penetrante, embalado pelo rítimo do corpo pulsante,
me consumindo e me distraindo da destruição lá fora.

eu gemia e pedia mais, enquanto eu via que ele era bem capaz,
me comeu e me contorçeu enquanto eu tentava escapar,
mas seus cabelos angelicais simplesmente me faziam suar.

todo lindo e todo prosa, me deixou cada vez mais folgosa,
e enquanto meu olho virava, cada vez mais eu suspirava,
e quanto mais ele entrava, mais eu gritava.

era somente eu: a mulher, a puta e a escrava.
eu era vendida, consumida e bandida… desejada.
eu era o demônio frio possuindo aquele anjo ardente.

era o pecado abusando dos olhos azuis daquele adão intocado e fervente.
o começo de uma história.

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  1. que inveja.

    /dessas cruéis, de pragas e falta de vontade de comentar.
    e vou avisando: nem é tão penetrante assim 🙂

  2. thevictormoraes

    fulgaz

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