sem título


a chuva cai lá fora e eu observo tudo pela fresta da garagem.
sentado num banco de madeira, usando meus chinelos azuis e cabelos despenteados, eu penso e relato meus pensamentos entre letras e rabiscos no papel.
como de costume, a música toda em meus ouvidos incessante e repetidamente até que a caneta pare de escrever.
pensamentos longe enquanto minha cabeça gira e minha alma respira em meio a fumaça do cigarro.
tento, mas nem sei por onde começar.
vítima desolada do frio e da solidão, as palavras estão perdidas dentro dos meus lábios cerrados e do meu intelecto frágil.
a chuva não cessa.
sou prisioneiro das próprias lágrimas que deixei brotar de meus olhos e da chuva que esperei brotar das nuvens acinzentadas no céu.
e talvez eu possa gritar para o mundo, ou talvez eu deva continuar calado.
como um simples poeta inquieto que sou.

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  1. Como sempre, escrevendo muito bem e com um ar de tristeza, te prometo que vou te encontrar novamente e reviver aqueles momentos e despertar aquele sentimento que só você é capaz de despertar em mim.

  2. LipauM

    Naum taum pessimista…mas ainda naum atingiu u otimismo esperado…

    mesmu assim gosteiii

    xDDDD

    toh esperandu soh u dia q vc vai ganhar FAMA!!

    hahaha

    =*

  3. e eu gosto de vir aqui.
    principalmente quando não há motivos pra inveja … rs
    brincadeiras à parte, me sinto meio parecida, meio você.

  4. Stela

    Escrevendo muuuuuito mano!gostei muito desse!

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