representações


madrugadas à dentro, discorro pensamentos.
momentos discretos no escuro da noite e no cantar da lua.
noiva veterana no alto do palácio negro e estrelado.
escapo por entre as grades de minha janela para um salto sem fim.
liberdade por entre as frestas do meu ser,
ousadia escapando dos meus olhos em meio ao mar de sonhos.
eis que eu renasco das cinzas como uma fênix.
brotando do nada, como brotam as flores por entre os paralelepípedos,
surgindo no horizonte com o sol surge à cada manhã.

perplexo diante da toca em que se esconde o coelho, outrora branco,
sou meu próprio e fiel escudeiro.
não sei se me defendo ou ataco os vultos no jardim,
sem minha lança e sem meus olhos, não sei que vai ser de mim.
tal como abrem os olhos, se abre a porta,
tão velha e tão pesada, que mal se segura em pé, de tão torta.
talvez eu seja tão louco quanto meu amigo Quixote,
ou talvez o chapeleiro hoje tenha sorte.

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