manhã de novembro


sob o sol escaldante e sob o verão que ponta no horizonte.
estou sentado olhando os vento balançar as árvores à minha frente.
os ponteiros do relógio retardando o meio dia e minha respiração quase inexistente andam em um só rítimo.
de repente o vento para e os meus olhos se fecham diante de minha garganta seca e do suor que escorre em meu rosto.
quão longa e pertubadora pode ser esta espera.
quão longínquo são meus pensamentos.
planos para o futuro, idéias que jamais serão postas em prática e sentimentos que tento esconder.
um mar de palavras que não se encaixam em minha mente confusa.
a caneta já não me obedece mais, assim como meus olhos e o meu coração.
talvez o sol esteja fritando meu cérebro ou talvez as alucinações que me cercam sejam coisa de minha mente fértil.
os fones em meu ouvido não são capaz de evitar os gritos e palavras recitadas por transeuntes.
minha feliz infelicidade é visível.
meu momento de flerte com meus pensamentos.

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