always


tem dias que eu queria pular do alto de um penhasco no meio do mar e simplesmente me afogar nas lágrimas que saltam de meus olhos.
simplesmente me perder em meio ao oceano de lembranças e sentimentos que borbulham no meu fervente coração.
me encontrar novamente em um caixa de sapato velha guardada no canto do meu guarda-roupa, como um tesouro esquecido.
me perder novamente diante da imensidão do escuro da noite em que metade de meu coração partiu.
estou diante dos meus cacos e do espelho quebrado, que só faz refletir meu coração parado e dilacerado de tanto sangrar.
preciso ver o sol, nem que seja pela última vez antes que eu possa me calar pela eternidade e sofrer sob o silêncio da terra batida.
viver para todo o sempre no escuro da noite e me perder em becos e ruelas que desviam o meu caminho há tanto perdido.
eis que a luz do quarto se apaga novamente e estou deitado em minha cama, com meus cabelos molhados e segurando as saudades na mão, já que elas não cabem mais em meu coração pequeno de tanta dor.
talvez eu deva simplesmente aceitar, que o tempo só me fará sofrer cada vez mais.
entender que meu destino é vagar pelas praias desertas na noite e só parar quando eu chegar à meu destino de lugar nenhum.
mendigar por um pedaço de vida para preencher a que me foi tomada.
como dizia elis regina: é pau, é pedra, é o fim do caminho.

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