RECESSO: DIA 4


Procurando por Atlântida.

talvez seja difícil explicar porque procuramos por algo tão antigo e soterrado por mares como Atlântida, mas é fácil explicar porque procuramos por algo tão antigo e soterrado por lágrimas como o amor.
é como procurar um mito em meio à tantas verdades, só para argumentar que é a razão de viver.
mais difícil ainda, é tentar explicar porque mesmo sabendo que, assim como Atlântida não existe, o amor também não existe e mesmo assim, amantes e cientistas continuam procurando incansávelmente sua fórmula ou a explicação para que isso aconteça.
pra quê? pra quê tudo isso? simplesmente para dizer que, alguma vez na vida, conseguiu um ombro no qual se apoiar? pra dizer que em algum momento teve um carinho quando precisou?
é como nadar em águas profundas sem um cilindro de oxigênio. no começo tudo é uma maravilha, mas chega uma hora em que o ar do pulmão acaba e só resta se entregar às profundezas e se afogar. uma viagem sem volta.
paro pra me perguntar, será que Atlântida não “se afundou” para que jamais fosse procurada e as pessoas pudessem seguir por campos e motanhas sem lembrar de tudo o que ela propiciou?
procurar por amor é como procurar por Atlântida: um dia você pode até achar, mas ela estará em ruinas e você verá que a busca foi em vão. só restaram saudades e desilusões.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: