“mamãe, eu vou chorar!”


parecia que tinha durado uma eternidade. os dias tinham passado devagar, eu tinha feito coisas que não fazia há tempos,  ido à lugares que não ia há tempos e experimentado uma sensação que nunca tinha vivido antes: amar e ser amado em tão pouco tempo.
toda a dor nos ombros, braços, costas, pernas e resto do corpo valia à pena naqueles momentos em que o meu Pequeno Príncipe pedia colo ou me chamava para correr ou admirar o mar com ele.
era como se eu conheçesse aquela criança que me chamava de titio desde o dia em que nasceu. cada manha, cada birra, cada sorriso, cada gargalhada. tudo me tocava de uma forma que eu jamais esperaria que fosse ser tocado.
e agora eu estava alí. parado no aeroporto, vendo meu sobrinho ir embora. passando pelos portões, distribuindo acenos tristes para mim. tentei ainda brincar, fazer graça, mas não adiantava. meu coração estava em frangalhos. estava triste e em pedaços.
tive que me despedir, quando o que eu mais queria era voltar, tomá-lo nos braços e não deixar que ele se fosse. tive que me conter ouvindo o meu Pequeno Príncipe repetir para a mãe que iria chorar. tive que colocar meus óculos escuros para não deixar transparecer as lágrimas que queriam escorrer por meu rosto.
e, em um pequeno momento, estava tudo acabado. aquele menino tão pequeno, tinha aberto um espaço enorme em meu coração para ficar e agora estava partindo. me abandonando, com um vazio grande e com sua voz me chamando de titio gravada na memória.

Pequeno Príncipe, vou sentir muito a sua falta, viu?! Amo você.

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