sonhos malditos em plena segunda


quando um dia começa errado, ele tende à dar todo errado.

acordei em meu costumeiro horário, tentando lembrar dos sonhos, se é que podem ser chamados de sonhos, que permearam minha noite. a irritação começa à tomar conta de mim e meu único desejo, talvez o mais forte depois de morrer, seja o de fumar o meu velho e bom carlton, esperando que este me acalme ou me reduza à apenas um monte desuniforme em processo de putrefação. tento me levantar, mas minhas costas e ombros doem mais que meus pés ao chão.
aos poucos, como se esperassem o meu despertar, os flashes dos sonhos que tive começam a retornar à minha mente e fazem meus olhos, assim como minha cabeça, arderem. inundam-me com imagens dos sonhos que não quis ter, com sensações que eu não quis sentir. é uma dor cruel e indomada que penetra em meu peito, dilaçerando cada centímetro do meu corpo frágil e ferido.
tais imagens não me saem da mente e enquanto eu tento vestir a velha calça surrada, tudo fica mais claro em minha mente e mais dolorido. pouco à pouco eu vou vendo tudo o que eu desejo e amo sendo destruído por aquilo que deveria ser um sonho. meus movimentos são devagar, tentando acompanhar cada imagem que se passa diante de meus olhos fechados enquanto tento segurar as lágrimas que tentam preciptar em meu rosto.

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