Rita – parte 6 – final


IMPRÓPRIO PARA MENORES: POSSUI CONTEÚDO ADULTO.

… senti como se tivesse passado dias. acordei em êxtase completo por tudo o que tinha acabado de fazer. sentei na cama e contemplei meu corpo nú, olhei para o relógio e deparei com a notícia de que os ponteiros do relógio tinha rodado, e muito. era tarde.
fechei os olhos e começei à lembrar cada segundo que tinha passado ao lado dela. não me contive. eu tinha que acordar aquela que, apartir daquele dia, reinaria sobre meus sonhos. reinaria em meus sonhos. abri os olhos devagar e encontrei uma cama vazia. senti como se o vazio dela do meu lado, fosse um vazio dentro de mim.
levantei-me, ainda sem roupa, e procurei ela. olhei em volta no quarto, ainda desnorteado, e nada encontrei. andei para o quarto seguinte e nada. cheguei à pensar que ela poderia estar se escondendo. fui para a cozinha, copa e até área de serviço. nada. não restava outra alternativa, se não a sala. mas, como em todos os outros cômodos, nem sinal dela.
peguei uma toalha que estava pendurada em um pequeno varal nos fundos e fui banhar-me. entrei no chuveiro. água fria pra acalmar os ânimos e me fazer pensar aonde estaria minha mulata. a água caiu em meus cabelos e escorreu lentamente e, junto com a água, escorreu também tinta. tinta azul. e foi aí que eu não entendi mais nada. ou melhor, e foi aí que eu entendi tudo.
fechei o chuveiro e fui para o espelho. tentei não enxugar a testa para o resto da tinta não sair. e, qual foi a minha surpresa quando encontrei uma pequena frase escrita com aquela letra tão redonda e perfeita quanto os seios daquela que as escreveu. “bata a porta ao sair”. esfreguei os olhos e li de novo. não era real. isso tudo não podia ser um  jogo para ela. sentei no vaso e foi então que caí na realidade e repassei aquelas palavras mentalmente.
terminei de me enxugar e peguei minhas roupas. vesti-as e sentei na sala. pensei em esperar. talvez fosse uma brincadeira. mas não era uma brincadeira. esperei durante quase uma hora para não ver nem sinal dela entrando pela porta. terminei de tomar o vinho agora quente na mesa da sala e resolvi sair. como pedido, bati a porta e não olhei para trás. mas, só então, ao passar em frente à um carro foi que vi outra mensagem. estava escrito com as mesmas letras redondas e de cor azul e uma marca de bato do lado. escrito em minha camisa branca.

“faça que nem o cometa halley: venha, cause emoção, e vá embora.
porque te quero assim – só de tempos em tempos.
e não me peça pra ligar no dia seguinte.

beijos, Rita

ps.: a porta.

FIM

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