não digo adeus, digo até logo


partir. uma palavra tão pequena em letras, mas tão grande em sentido, capaz de derrubar até a mais forte das muralhas. uma dor que jamais cessa. um vazio que jamais se preenche. um destino completo em que tudo se torna incompleto.
eu posso dizer o tempo todo que já me acostumei com as partidas, com as pessoas me deixando, mas, quando digo isso, eu tento, e apenas tento, mentir para mim e para os outros. a verdade é que, cada vez que alguém parte, o buraco dentro de mim cresce mais e mais, me desorientando e me destruindo cada vez mais. sinto como se, cada vez que alguém parte, um pedaço de minha história e de minha vida se perde ou se destrói, sem nem me dar tempo de tentar salvar algo ou me salvar. me salvar de mim mesmo. me salvar da dor que me corrói. me salvar da tristeza que me domina e me leva cada vez mais para baixo.
e eu posso até dizer que supero as partidas, mas isso também seria uma mentira. eu nunca aprendi à superá-las, eu apenas aprendi à conviver com elas a cada dia. a cada manhã. a cada pôr-do-sol. eu tento ignorar essa dor e sigo, tentando, em vão, superar cada partida que me ronda. mas são como fantasmas. não há como esquecer ou fingir que está tudo bem, quando, o local de convívio, ainda é o seu lugar. o lugar de memórias.
partir. uma palavra tão pequena em letras, mas imensamente cruel conosco.

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