Dias


o homem que me trouxe inspiração para decidir ir pela educação, quando eu ainda nem pensava em  ser professor, morreu ontem.
o homem que me fez ver com outros olhos a literatura, a língua portuguesa e que, mais que tudo, me ensinou à escrever de verdade aquilo que eu sentia e pensava, morreu ontem.
tal qual o tamanho de minha surpresa, foi a minha decepção em saber que, deliberadamente, o destino, ou qualquer outro nome que este possa ter, tirou da terra alguém que sabia transformar sonhos em palavras como qualquer um outro. alguém que sabia trazer de volta o brilho das palavras. alguém que o destino fez questão de apagar em carne, mas eternizar em alma e, mais ainda, em minha história.

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