Olhos cor de Pitanga.


“E pensar que tudo começou com ela de vestido vermelho e eu de paletó.”

Parecia que o destino tinha me pregado uma peça. Eu estava me formando. Deixando toda a minha solidez para trás e não tinha volta. Eu só queria que meus amigos estivessem lá. Porém não tinha ninguém. Assim eu acreditava.

E assim eu descobri que o destino sim, me pregara uma peça. Eu desejava que aqueles que eu insistia em chamar de amigos estivessem comigo, mas foi naquele momento, andando por aquele tapete vermelho, que eu descobri que eu estava com uma verdadeira amiga do lado.
Talvez, em minha inocente mente de criança eu não tivesse notado isso na hora, mas cada passo que eu dei naquele dia não me levou somente para a formatura. Cada passo me levou para perto de alguém que eu permiti entrar em minha vida e vice-versa.

Já se passaram cinco anos desde que o fatídico dia se tornou uma das mais iluminadas noites. Cinco anos em que cada palavra trocada se tornou uma flor no grande jardim que construímos. Um grande e infinito jardim cheio de sapatilhas de ballet plantadas¹ esperando para serem colhidas. Por nós.

E pensar que eu entrei naquele salão sozinho e saí de lá com uma jóia tão rara que jamais, e eu digo jamais, terá preço para mim.

¹ Não tentem entender esta parte. É uma coisa nossa. Um brilho que ela me deu a honra de conhecer. Um brilho que eu espero, de verdade, que alguém um dia mereça colher.

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