Desabafo da madrugada


Meus loucos pensamentos andam fugindo aos montes de minha cabeça perdida e perturbando meu ínfimo sono madrugada a dentro. Já não posso mais fechar os olhos que minha mente é inundada com sentimentos diversos e palavras que jamais serão ditas, pois não tive forcas para enfrentar minha carência e optei por recuar em minha cama na mais completa humilhação. Talvez, se eu tivesse lutado ou requisitado, eu tivesse sido atendido em meu desejo te ter um mínimo de amor e não estivesse escrevendo e praguejando, em sussurros, enquanto a noite continua correndo e o sol ameaça aparecer.

Mas, acho que, no fundo, eu fiz certo. Nunca fui homem de mendigar por atenção, apesar de, tristemente, ter feito isso varias vezes tempos atrás, saindo, de repente, de todo e qualquer dialogo que estivesse travando. Dessa forma, não mendiguei, mas chamei toda a atenção para mim e para minha fragilidade tão latente. Expus, ainda não sei se de maneira adequada ou não, uma triste e doce faceta minha, uma sensível carência, capaz de tirar de minha racionalidade a raiz de meus argumentos: a razão.

E tristemente cai no velho conto da paixão e acabei desiludido e incrédulo naquilo que eu andava vivendo, que de tão forte me cegou e me fez pequeno. Agora me resta apenas pensar e rever os erros que cometi e quando houver uma nova oportunidade de viver tudo novamente, se eu não jogar fora antes, tentar reparar comigo mesmo o inferno que transformei minha vida ao entregar meu coração.

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