Daqui até Nove de Novembro.


A vida dá tantas voltas, né?

Eram dezesseis horas do dia onze de Novembro de dois mil e dez, quando eu entrei no IFBA pela primeira vez, com minha camisa verde, morrendo de medo dos alunos não gostarem de mim. Achando que eu não seria capaz de orientar eles. Que eu não seria respeitado por ser novo.
E agora eu fico pensando, faltando pouco tempo pra eu sair, o que vai ser de mim sem vocês? Como eu vou acordar no dia seguinte e levantar? Como eu vou escolher uma roupa que não fique ridícula e seja motivo de risada? Como eu vou sorrir se não vou mais ter para onde ir?

Lembro que tudo começou a mudar pra mim, pra minha vida, quando eu comecei a ver que haviam olhos que me procuravam, que em mim confiavam. Foi aí, naquele momento, em que eu percebi que eu não havia mudado a vida daqueles jovens, eles haviam mudado a minha.
A partir daquele instante, em que eu vi aquilo, eu notei que deixara de ser um menino e tinha passado a ser um homem.

Tanta gente trabalha em diversas escolas e se gaba por ter mudado a vida das pessoas, ter influenciado de maneiras positivas e eu, nos meus vinte e dois anos (quase vinte e três), deixo meus olhos brilharem, meu sorriso feio se abrir e me permito derreter ao dizer que VOCÊS mudaram minha vida e me transformaram em alguém melhor, em alguém maior.
Me deram paciência, me ensinaram a amar, me mostraram como ouvir, me deram motivos pra aceitar, conseguiram me segurar quando eu precisei (e ninguém soube).

Eu não sei como vou acordar no dia nove de novembro de dois mil e doze, uma sexta-feira, e vou seguir para meu último dia no IFBA. Não sei como vou conseguir sair no dia nove de lá, depois que meu horário acabar, sem olhar pra trás, sabendo que eu não devo e não vou conseguir voltar ali tão cedo (apesar de tentar voltar o quanto antes). Não sei como vou deitar a cabeça no travesseiro sabendo que quando precisarem, eu não estarei mais ali pra eles. Que eu não vou poder mais proteger ninguém, que não vou mais ver seus sorrisos ou seus olhos brilhando ao me ver. Que não poderei mais sentir os braços deles se fechando em torno de mim e me fazendo sentir que, finalmente, eu tinha encontrado meu lugar.

Eu não sei como vou acordar dia doze de novembro de dois mil e doze e não me sentir vazio, sem ter pra onde ir, sem rumo. Sem casa. Eu não sei o que vai ser dali pra frente. Pra mim. Sem vocês. Sem eles. Sem meus bebês.

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4 comentários sobre “Daqui até Nove de Novembro.

  1. Que engraçado, enquanto eu não vejo a hora de me ver livre do IFBA, você não quer sair dele. Fico triste em saber que você sairá em novembro, logo agora que conheci uma pessoa legal naquele lugar tão cheio de gente chata e mal encarada. O modo como você fala, como trata os alunos é único e isso nos torna especial. Eu espero que mesmo depois do dia nove de novembro de dois mil e doze a amizade continue. Força garoto, você tem um futuro brilhante pela frente! õ/

  2. Owwwwn diii :(((, não se preocupee mesmo vc saindo, vc sempre estaraá em nossos coraçõees e agt sempre vaai te procurar quando precisarmos e vice-versa 😀

  3. Nossa, essa mim emocionou profundamente, pk seei kii isso er real, ii kii voou fikar sem meu idolo perto de mim’ Mais msm assim, nunka esquecerei desse carinha maravilhoso, ii kii meu deu tanta alegria, em menos de um mês, mais kii eu nao consigo imaginar akele colegio sem ele. O IFBA vai fika um vazio enorme seu nosso Diogo laah. Mais a vidaah er assim msm, ele vaai seguir seu caminho ii agt um dia vaai ter kii seguir o nosso…
    Diogo sempre eterno em meu coraçao… s2

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